Nas finais, o aguardado confronto entre A.A. Guaru e Unimed/Ourinhos teve desfecho surpreendente. Não se sabe se pelo cansaço ou pelo peso da decisão, o jogo do time de Guarulhos teve uma sensível queda no play-off final. Com o rendimento baixo das pivôs, e uma queda na produção de Roseli, o time passou a depender mais ainda de Korie. Em Ourinhos, pelo contrário, o jogo foi harmônico, dividido, coletivo e suado. Com essas qualidades, o time papou o Campeonato Paulista 2000. Um título inédito e merecido, que coroa um trabalho árduo e a trajetória do técnico Edson Ferreto. Parabéns!.

Jogo 1 – Ginásio Maria Paschoalick (Monstrinho) – Ourinhos

Unimed/Ourinhos 93 x 82 A.A. Guaru

Jogo 2 – Ginásio João do Pulo – Guarulhos

A.A. Guaru 91 x 88 Unimed/Ourinhos

Jogo 3 – Ginásio João do Pulo – Guarulhos

A.A. Guaru 86 x 96 Unimed/Ourinhos

Jogo 4 – Ginásio Maria Paschoalick (Monstrinho) – Ourinhos

Unimed/Ourinhos 108 x 94 A.A. Guaru

Há muito o que se falar das finais. Um fator não pode ser esquecido: longes do interior, há muito tempo as finais não eram tão prestigiadas. Desta vez, ginásios estiveram lotados em todos os jogos.

O Guaru, de Alexandre Cato, chegou merecidamente às finais, mas não conseguiu segurar Ourinhos. O time centralizou as jogadas em Korie, que foi responsável por 30% da pontuação de Guaru nesta série. A croata fecha sua participação, com 26,5 ppg nesta fase e sendo eleita a melhor jogadora do torneio. É uma excepcional atleta, mas precisava de maior apoio das companheiras, acabando por se desgastar nestes últimos jogos. O jogo de Sandrinha cresceu nas finais. A armadora, apesar de jovem, tem uma segurança e uma seriedade incríveis e mandou ver 17,5 ppg contra Ourinhos. Uma jogadora que promete muito. Aide mostrou o que é capaz de fazer quando está dirigida por boas mãos: segura e polivalente, somou 17 ppg. Roseli manteve-se como peça importante para o time, mas não foi a mesma das semifinais contra Jundiaí. Mesmo assim, sai do campeonato fortalecida e revigorada, depois de passar por tempos amargos. Fez 13 ppg nesta fase. Os pivôs, que são o calcanhar de Aquiles do time, sofreram contra Ourinhos. A produção ofensiva continuou pobre – 8,75 ppg pra Casé e 2,75 ppg para Maria Cristina, e as duas ainda tiveram problemas para segurar o jogo forte de Lígia, Jack e Êga.

O time fica com o vice-campeonato, mas podia ter ido adiante. O trabalho, no entanto, promete. Para o Nacional, o time reincorpora Ana Motta e Eliane e contratou Cléia, de Araçatuba.

Em Ourinhos, o jogo foi forte, solidário e empolgante. Um trabalho surpreendente e comovente. O maior destaque da série foi Lígia, que personifica a garra do time, marcou 18,5 ppg. Logo após, vem Rose, um talento, com 17,5 ppg. Jack, com 16 ppg foi muito importante. Como esquecer Paty, com 15 ppg? E Êga que aproveitou a chance marcando 10,2 ppg? Roberta deixou 8,75 ppg cravados nas finais. A armadora Gattei mandou 7,25 ppg, mas a segurança com que comandou o time deram a garota o título de revelação do torneio. Simone Pontello teve 3 ppg. No banco, Edson Ferreto brilhou e comandou esse time de formiguinhas. Com méritos, foi eleito o melhor técnico do campeonato.

Empolgado pelo título, o prefeito da cidade (o mesmo que cortou verbas no início do ano), promete investimentos pra fazer de Ourinhos um centro de referência em basquetebol. Ver pra crer… Mesmo assim, o time já perdeu a americana Jack.

Centro Esportivo Ourinhos/Unimed – Campeão Paulista 2000/01

Vanessa Gattei, a Gattei; 20 anos, armadora, 1,69m, começou a jogar basquete em Itapira (SP). De lá, foi para o Santo André, onde teve poucas chances.Passou ainda por Americana. Chegou em Ourinhos sem grandes perspectivas, mas a contusão da armadora titular Pabliana lhe deu a grande chance, e Gattei não se fez de rogada. Insegura, no início, seu jogo foi crescendo e ela mostrou muita capacidade. Eleita a revelação do ano pela FPB, em um ano que ocorreram muitas novidades. (Ganhou por um voto de diferença de Sílvia, de Americana).

É a maior assistente do time (3,9 apg). Média de 5,6 ppg.

Roberta Lorencetti, a Roberta; 22 anos, ala, 1,74m é cria de Campinas, com passagens pelas divisões menores da seleção. Teve sua primeira grande chance nessa temporada e não decepcionou.

Média de 11,2 ppg.

Patrícia Perondini, a Paty, 23 anos, ala, 1,81m, iniciou a carreira em Brasília na AABB e passou como juvenil por Campinas e Americana. Sua primeira chance no adulto veio em 97, em Santa Bárbara D’Oeste. Voltou a Campinas e depois veio para Ourinhos. Desde então, vem chamando atenção. Uma jogadora promissora.

Foi a melhor da equipe em recuperações de bola (2,2 rpg) junto com Jack. Foi a cestinha da equipe, com 15,6 ppg.

Roseli Epifânio da Silva, a Rose, 32 anos, ala, 1,74m, passou por vários clubes paulistas: Birigui, Prudentina, Tupã, Jomec/Rio Preto e Avareense. Em 1997, chamou a atenção de Laís Elena e transferiu-se para Santo André, onde fez temporadas muito boas. Chamava atenção pela aplicação defensiva e pelo ‘jump’ preciso. Nas últimas temporada, vinha sendo mal-aproveitada no clube e rumou para Ourinhos, onde ratifica seu valor. Jogadora mais experiente da equipe.

Média de 13,9 ppg.

Soeli Garvão Zakzeski, a Êga, pivô, 23 anos, 1,84m, atuou em equipes de Santa Catarina e Paraná até chegar em Ourinhos. Uma jogadora muito importante para o time e aplicada. Tem um estilo de jogo vibrante.

É a maior reboteira do clube (5,5 rpg) e ainda a maior bloqueadora (1,2 bpg). Média de 6,8 ppg.

Kamila Mucida Paranhos, a Kamila, ala, 18 anos, 1,75m, é a juvenil que completa a equipe. Veio de São Bernardo.

Média de 2,8 ppg.

Jacqueline Nero, a Jack, pivô, 32 anos, 1,84m, é uma pivô norte-americana que veio para o Brasil no início da década de 90 e aqui aprimorou seus fundamentos. Passou várias temporadas em Piracicaba, ficando na cidade até 1996. De lá pra cá, atou no basquete europeu, na WNBA, voltou para o Brasil numa rápida passagem em Santo André (98) e em 2000, veio para Ourinhos.

Média de 13,9 ppg.

Simone Pontello, a Pontello, pivô, 28 anos, 1,85m era uma das apostas de Maria Helena Cardoso para a posição de pivô na seleção brasileira, na qual a atleta se manteve de 1990 até 1994, na conquista do campeonato mundial. Não foi mais convocada e permanece realizando temporadas discretas, mas regulares nos clubes paulistas. Com a boa fase de Jack, Lígia e Êga, Pontello jogou menos este ano, mas sua importância deve crescer com a saída da primeira. Iniciou a carreira no adulto em Sorocaba (até 93), passando por Santo André (até 95), Bauru Tênis Clube (até 97) e voltando a Santo André (até 99). Veio para Ourinhos no Nacional de 2000.

Média de 6,7 ppg.

Lígia Maria de Moraes, a Lígia, pivô, 27 anos, 1,82m é cria de Maria Helena Cardoso, radicada em Piracicaba e Campinas. Teve convocações para a seleção brasileira no ano de 1993 (Sul-Americano e Copa América). Em 1994, jogou em Guarulhos. Passou deste a Avaré, onde foi um dos destaques do Campeonato Paulista de 1996. Foi contratada por Hortência, e seu jogo vistoso sumiu num time com muitas estrelas, o Data Control/Americana (Karina, Vicky, Cynthya Cooper e Silvinha) e onde jogava de ala, e não embaixo do garrafão. No Nacional de 98, foi deslocada para o Vila Nova (GO) e virou xodó da torcida, num time que tinha Helen e Vânia Teixeira e esteve entre as melhores reboteiras do torneio. Ressurgiu em Ourinhos, no Paulista de 99 e tem brilhado desde então.

Média de 13,6 ppg.

Edson Ferreto, o técnico, tem uma história de vida dedicada ao basquete com passagem pelos grandes clubes brasileiros. Passou por Catanduva, Prudentina, Piracicaba, Jundiaí, Araçatuba, Bauru (95-6), Santa Bárbara D’Oeste (97), Vila Nova/Goiânia (98) até chegar a Ourinhos. Os anos passados fizeram bem a Ferreto e, hoje, ele demonstra categoria e competência aprimoradas na caminhada.

Seleção do Campeonato

Adrianinha armadora (Jundiaí)

Korie ala (Guaru) Adriana ala (Jundiaí)

Albena pivô (Santo André) Karina pivô (Jundiaí)

– Edson Ferreto técnico (Ourinhos)

Semifinais surpreendentes

abril 11, 2008

O primeiro finalista do Campeonato Paulista saiu do embate entre a Associação Atlética Guarulhos e o Quaker Jundiaí. As meninas de Guarulhos não bobearam e eliminaram as favoritas jundiaienses por 3 jogos a 1. O primeiro jogo foi em Guarulhos (94 a 92 para as meninas da casa). Os dois próximos em Jundiaí: 89 a 93 e 94 a 73. A série foi fechada em guarulhos, na quarta partida, com a vitória por 95 a 94.

A equipe de Guarulhos é, realmente, surpreendente. O time voltou a disputar o Campeonato Paulista apenas em 1999 e já fez história. Montou uma equipe modesta, apostando nos talentos locias (como Sandrinha) e em jogadoras renegadas por outras equipes: Geisa e Micaela (BCN), Patrícia (Uniban), Casé e Ana Motta (Arcor). O time ficou com a quinta posição, mas chegou a derrotar o BCN, com Magic Paula & Cia. Por essa campanha, chegou a Liga Nacional, onde, novamente surpreendendo, chegou às semifinais, sendo eliminado por 3 x 1, pelo campeão Paraná.

Para o atual torneio, perdeu muitas atletas e se recompôs apostando, mais uma vez, em atletas desenganadas por outras equipes: Roseli (BCN) e Aide (Quaker) e investiu na contratação de um estrangeira excepcional: a armadora croata Korie Hlede. Deu no que deu. O time está longe de ser completo, o elenco é limitado, as pivôs são inexperientes, mas o time joga com vontade, determinação e é aplicada taticamente. Jogando assim, o time superou uma equipe com maiores valores individuais, mas de jogo coletivo fraquíssimo.

Nas semifinais, foram dois os maiores nomes de Guaru: Korie e Roseli. Não vou mais elogiar Korie aqui, ela é um colosso: 28 ppg nesta fase. Roseli merece muitos aplausos, jogando como ala-pivô, tem partido, sem medo, para a decisão: 20 ppg. O volume de jogo de Sandrinha caiu nesta fase, mas ela se mantém, ao lado de Aide, como peças importantes do time. Média de 11 ppg para a primeira e de 15 ppg para a segunda. Descansem, meninas, e voltem com tudo na final. Nos pivôs, o panorama de Guaru é delicadíssimo, o técnico Alexandre Cato (Parabéns para ele também!) reveza Casé e Maria Cristina na posição 5. No ataque, a produção de ambas, é minguada: 4,5 ppg para Casé e 7,75 ppg para Maria, mas elas lutam com o time e conseguiram uma façanha nesta fase: Guaru, com baixinhas, pegou mais rebotes que o Quaker, que tem Karina, Zaine, Rosângela no garrafão.

O Quaker/Jundiaí empacou nestas semifinais. Se no ano passado, o time veio mal no Nacional; neste ano, as coisas degringolaram quando o time parecia crescer. É lógico que as contusões de Marta e Deise contribuíram para esse mau resultado, mas não foi só isso. O problema maior é o estilo de jogo: extremamente burocrático, centralizadíssimo na pivô Karina ou então na Adriana. Das jogadas tentadas, grande parte consiste nos lances de 2 para Karina ou, então, lances de 3 para Adrianinha e Adriana. Acaba ficando repetitivo e previsível. As outras jogadoras ainda não parecem fazer parte do grupo, muito discretas e satisfeitas na sua mísera condição de figurantes.

Os números apenas comprovam isso. Nas semifinais, Karina teve uma média de 30,25 ppg. Depois vem Adriana, com 24,25 ppg. Adrianinha, em crescimento, manteve a média de 17 ppg. O talento e a juventude desta moça pedem um acompanhamento constante e próximo, pois, muitas vezes, ela parece confundir armação com correria. O restante ainda não mostrou a que veio: Rosângela, que sempre parece que vai, mas acaba ficando, empacou nos 7,5 ppg; Luciana está tendo uma bela oportunidade e pode mostrar mais que os 8,5 ppg desta fase; e, por último, Zaine está uma discrição só em quadra: 2,2 ppg. Talento essas três têm, mas precisam mostrá-lo na prática, pois as outras três andorinhas solitárias não fazem verão.

A outra semifinal, entre Arcor – Santo André e Unimed/Ourinhos, também foi surpreendente e decidida em cinco jogos. Os clubes venceram fora de casa nesta semifinal e, como Santo André tinha a vantagem de jogar três jogos em casa, acabou sendo despachado por Ourinhos. O primeiro jogo em Ourinhos terminou em 75 a 71 para Santo André. Parecia que o Arcor fecharia a série em 3 a 0 em casa, mas perdeu os dois jogos seguintes: 75 a 73 e 93 a 92. Ourinhos perdeu a chance de fechar a série em casa, ao perder de 83 a 80, mas foi com sede de vitória para a Santo André e marcou 87 a 82, tornando-se o segundo finalista do torneio.

Essa passagem de Ourinhos à final, além de surpreendente, é uma prova do trabalho competente desenvolvido pelo técnico Édson Ferreto. O treinador está sempre com elencos modestos, mas pronto a beliscar uma boa colocação. Nesse ano, os adversários foram muitos e o time chegou às semifinais com o elenco reduzido a 8 atletas, mas mesmo assim foi um time mais completo. O time não conta com nenhuma atleta-fora-de-série, mas faz um jogo equilibrado, forte, aplicado na defesa e no qual cada uma cumpre sua função.

Foi isso que Ourinhos mostrou nesta série: superação. Não se pode falar num destaque maior neste time; o destaque é o grupo. A maior pontuadora nesta fase foi a jovem Paty, com 17,8 ppg. Paty também já carimbou seu passaporte para a seleção, só falta Barbosa assinar embaixo. Em seguida, vem a americana Jacque, precisa nos garrafões, com 14 ppg. Ao seu lado Lígia chega com 13 ppg. Na reserva, surgem ainda Ega (6,6 ppg) e Simone Pontello (2,6 ppg). Essas quatro pivôs devem dar muito trabalho a Guaru na fase final. Outro grande destaque é Roberta, com 11,4 ppg. Salve, salve ! A experiente Rose não fez uma série tão exuberante, mas ajudou com 8,6 ppg. Desfalcado da armadora titular, o time surge com Gattei, com 6,8 ppg.

O Arcor foi o melhor time da fase de classificação e talvez chegasse às finais, se não tivesse encontrado justamente com Ourinhos. O jogo da equipe de Santo André não se encaixa tão bem com Ourinhos, por motivos que eu desconheço. Talvez por Ourinhos contar com várias ex-jogadoras da equipe de Santo André (Pontello, Gattei, Rose).

A verdade é que Santo André teria mais facilidade com outro oponente, já que as suas únicas derrotas na fase inicial forma para Ourinhos.

O time vinha jogando bem, mas sofreu uma mudança radical desde a última temporada e conta com jogadoras pouco acostumadas à decisão. Outro duro golpe foi a contusão de Cristina, que vinha fazendo um excelente campeonato. O trabalho de Santo André e de Laís, mesmo com essa derrota, sai fortalecido do Paulista.

Falta maior regularidade ao jogo das meninas de Santo André. Depois da contusão de Cris, Albena virou a maior responsável pela produção ofensiva do time. Nesta série, não foi diferente e a pivô búlgara marcou, em média, 22,6 ppg. A seguir vem Vívian, com 15 ppg, uma bela jogadora que merece ser burilada ao longo do tempo. As veteranas Patrícia e Maristela contribuíram com 11,6 e 9,2 ppg respectivamente. Depois de uma primeira fase apagada, Lílian auxiliou o time com suas bolas de três, somando 10,4 ppg nesta fase. A ala Chuca alterna partidas excelentes com outras medíocres, somando 9 ppg. O jogo da armadora Gigi ainda é insípido e, apesar do talento, necessita de uma pimentinha para passar dos 4,8 ppg.

Guaru e Unimed Americana fizeram um play-off sensacional, definido apenas na quinta partida. Guaru ganhou a vaga ao valorizar o mando de jogo. Ganhou suas três partidas em casa e perdeu as duas fora. Emocionante. Mesmo assim, o time de Americana é a maior surpresa do campeonato e merece mil aplausos. Há muito tempo um time jovem não mostrava tanta fome de bola assim.

No Guaru, o maior destaque continuou a ser a croata Korie. A moça é um espetáculo e a maior responsável pela boa fase do time. Para quem não sabe, a norte-americana Muriel Page também viria para Guarulhos, mas acabou parando na Mngueira. Se tivesse dado certo, a pivô faria do time, junto com Korie, uma potência. Mas, voltando à armadora croata, ela sobra e manteve a fenomenal média de 25 ppg nesta fase. Junto a ela, vem as formiguinhas Sandrinha (16 ppg), Aide (15,8 ppg) e Roseli (17,8 ppg). Toda a vulnerabilidade do time, no entanto, é exposta no garrafão. Regina Casé e Maria Cristina se esforçam, mas não passaram de 7,8 ppg e 6,4 ppg nesta fase. Ana Motta continua contundida.

Em Americana, o destaque maior foi Geisa (Seleção Brasileira Urgente Para Esta Moça, Barbosa!). A jovem pivô marcou em média 18 ppg nesta fase e mostrou que não tem medo de decisão. Fora os rebotes, que eu perdi a conta. Mas, em Americana, não há estrelas; todas são formiguinhas e cada uma contribuiu com seu pedacinho: Shyronda (16,2 ppg), Patrícia (13,2 ppg), Juliana (11,8 ppg – promete também), Loredana (11 ppg – uma grata revelação) e Sílvia (10,6 ppg). Imagine só: jogadoras guerreiras, lutadoras, que jogam com inteligência e apostando no coletivo. Sonho? Não, não. É o Unimed/Americana. No banco, Paulo Bassul dá show. Fez coisas do arco da velha nesta série. Infelizmente, não deu. Mas este time é o que há.

A outra série, entre Unimed/Ourinhos e Central de Intercâmbio/Itatiba não empolgou tanto. Unimed/Ourinhos não teve dificuldade em despachar o esforçado time de Itatiba por 3 jogos a 0. Em Itatiba, o destque foi Kattynha, com 16 ppg nesta fase. O jogo de Ourinhos também é forte, coletivo, o principal problema é a contusão da armadora titular Pabliana, que deixou o time meio perdido. Para complicar, o time perdeu o apoio da prefeitura e dispensou as alas-armadoras Valdice e Shantrice. Nesta fase, todo mundo fez a lição de casa: Paty sai na frente, com 20 ppg, depois vêm Rose (17 ppg), Lígia (13), Roberta (12), Jacque (11) e Ega (9). Agora é esperar para ver…

1) Arcor/ Santo André – A equipe de Laís Elena Aranha surpreendeu na fase classificatória do Paulista. Depois de perder as maiores estrelas (Janeth, Adriana e Marina), a equipe não se abateu. Laís apostou no talento das jovens Vívian, Gigi, Chuca, Cris e Lílian, na experiência de Maristela e Patrícia e na força da búlgara Albena e conseguiu terminar na primeira colocação. Teve suas duas únicas derrotas para o Unimed/Ourinhos, com quem deve cruzar nas semifinais. Encarará ainda as incertezas, já que o patrocínio da Arcor irá para o brejo em 2001.

A cestinha: Albena – 20,6 ppg

A reboteira: Albena – 9,4 rpg

A ‘ladra’ de bolas – Vívian – 2,6 rpg

A “assistente” – Vívian – 4,2 apg

Barbosa, abra o olho para … Vívian (e ainda 15,4 ppg)

A nota triste – Fazendo uma bela campanha, a ala Cris se machucou e só volta em 2001.

2) Quaker/Jundiaí – A equipe de Barbosa teve muitos problemas em 2001 e, pensando assim, a segunda posição foi bem satisfatória. Perdeu atletas importantes no campeonato (Marta e Deise). O time melhorou bastante em relação a temporada passada. Adrianinha se adequou bem ao time. Perdeu duas vezes para o Arcor e uma para o Guaru. Resta saber como o time vai responder a ameaça de perda de patrocínio que também ronda por lá.

A cestinha: Adriana – 23,4 ppg

A reboteira: Karina – 8,1 rpg

A ‘ladra’ de bolas – Adriana – 3,4 rpg

A “assistente” – Adrianas (Santos e Adrianinha) – 3,8 apg

O lado bom do mal – A contusão de Deise e Marta tira do banco e põe na fogueira as promissoras Zaine e Luciana.

3) Guarulhos – A equipe de Alexandre Cato repete até aqui a boa temporada de 1999, mostrando que o trabalho está no caminho certo. A equipe perdeu suas melhores atletas, e formou um novo grupo com a veterana Roseli, a excepcional croata Korie e ala Aide. O principal problema é nos pivôs, onde falta alguém para ajudar a esforçada Regina Casé.

Pega Unimed/Rio Branco/Americana na primeira semifinal.

A cestinha: Korie – 22,6 ppg

A reboteira: Casé – 7,1 rpg

A ‘ladra’ de bolas – Korie – 3,1 rpg

A “assistente” – Korie e Sandrinha – 3,1 apg

Barbosa, abra o olho para … Sandrinha, mais uma armadora baixa e cheia de talento no nosso basquete (10.8 ppg)

É assim que se faz – As experientes Roseli (16.3 ppg e ainda a melhor em bloqueios do campeonato), Aide (10,8 ppg) e Ana Motta (10,2 ppg) estão sempre com disposição e prontinhas para mostrar trabalho. Parabéns !

4) Unimed/Ourinhos – A equipe de Edson Ferreto oscilou muito dentro do campeonato. Os motivos foram muitos: as mudanças na equipe e a chegada das estrangeiras. Mesmo assim, foi a única equipe a conseguir derrotar Santo André. Um time que merece aplausos. Um trabalho muito bem conduzido por Ferreto.

Pega Itatiba na primeira semifinal.

As cestinhas: Patrícia (Paty) e Roseli (Rose) – 14,1 ppg

As reboteiras: Ega e Jacque 5,6 rpg

A ‘ladra’ de bolas – Patrícia (Paty) – 2,1 rpg

A “assistente” – Pabliana – 3,3 apg

Barbosa, abra o olho para … Patrícia (Paty). Já merece uma chance de vestir a amarelinha.

Estamos aí … Rose, Pontello e Roberta não deixam Ferreto na mão.

5) Central de Intercâmbio/Itatiba – A equipe de Marcelo Bandiera estreou em Campeonatos Paulistas mostrando muita vontade. Um grupo de atletas muito jovens, que cresceu bastante com a chegada da armadora argentina Laura Nicolini.

A cestinha: Kattynha – 16,4 ppg

A reboteira: Pati – 5,4 rpg

A ‘ladra’ de bolas – Laura – 3,9 rpg

A “assistente” – Laura – 4,1 apg

Barbosa, abra o olho para … Kattynha, uma das grandes novidades da temporada.

6) Unimed/Rio Branco/Americana – A equipe de Paulinho Bassul segue o mesmo caminho de Itatiba, uma equipe de juvenis disposta a surpreender. E o trabalho rendeu bons frutos…

A cestinha: Sílvia – 14,0 ppg

A reboteira: Geisa – 8,9 rpg

A ‘ladra’ de bolas – Sílvia e Shyronda – 1,9 rpg

A “assistente” – Sílvia – 4,7 apg

Barbosa, abra o olho para … Sílvia, a maior revelação deste ano e Geisa, a segunda maior reboteira do torneio.

7) Santa Maria/São Caetano – O modesto time de Ayrton Bueno bem que tentou, mas mesmo reforçado por duas americanas não conseguiu ir mais longe. O trabalho, apoiado pela prefeitura local, no entanto, merece aplausos. Regina foi o destaque do time na temporada.

A cestinha: Regina – 17,5 ppg

A reboteira: jennifer – 6,7 rpg

A ‘ladra’ de bolas – Milene – 3,2 rpg

A “assistente” – Regina – 2,2 apg

8) Toledo/Araçatuba – Mais uma vez, a equipe de Nélson Luz ficou na lanterninha, mas mostrou nomes novos, como a pivô Carla e a armadora Cléia.

A cestinha: Sandra Prande – 20,6 ppg

A reboteira: Edna – 8,1 rpg

A ‘ladra’ de bolas – Sandra Prande – 3,4 rpg

A “assistente” – Sandra Prande – 4,5 apg

Times Maiores, abram o olho para … Cléia (16,5 ppg) e Carla (11,6 ppg).